Rodeado por vultos pretos, por caloiros de capa por traçar e
anseio pelo toque da meia-noite, seguiu-se a tradição, embora a vontade enorme,
furar pessoas durante a serenata é como furar muros. Encontra-mos um refúgio em
telhado proibido, bem alto, e por aí ficámos, apenas víamos a plateia mas o
fado ecoava em qualquer parede de Coimbra, o mais impressionante foi o poder da
guitarra e do canto, com trovoada no horizonte, quem me dera que ali
estivessem. É inacreditável como o silêncio se fazia ouvir, a cerimónia fechou
com o sempre bem-vindo grito académico, pensava que já tinha visto de tudo, mas
o arrepio causado no final foi como uma estalada, deixei-me ali ficar de olhos
surpreendidos e maxilar no chão, sentia-se a sua força.
Seguimos para o convívio de arquitectura, embora a música
feita de computador foi uma noite impecável, por volta das 7h, acabou.
Por vezes choro de cansaço e arrependimento, mas por hoje, choro
de emoção
Até segunda… Obrigado por voltares, Rita
E, para o ano, espero-vos a todos aqui, como sempre esperei
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