sábado, 20 de abril de 2013

El bigodes en la distância

Ás vezes dá-me nisto, Ás vezes dá-me para reconhecer coisas que não devem ser reconhecidas, ás vezes sou um lugar e ás vezes é tão fácil fugir.

Sei do que falo, de projectos bem comentados e altamente defendidos, mas apenas o que eles representam são fraquezas. Se a arquitectura apenas fosse uma ciência, não haveria melhores exemplos, mas, quebrem-se os cânones e os mandamentos da escola, percam-se as vontades de fazer a vontade, o bom projecto não existe. Existe os bons alunos, espera, os "bons" alunos, os alunos que estes sim tomam a arquitectura como ciência e de uma caixa de desenho de escolha múltipla 3 opções, há os maus alunos, aqueles que não se sabe bem como chegaram até aqui, a fazer brincadeiras e casas-de-banho em cantos. Depois há eu, um parvalhão neo-pós-modernista talvez, um classicista ranhoso, que por entre cabeças programadas de ovelhas a seguirem o pastor é incompreendido. Ainda claro!

Achei piada dizer isto, reflete-se no que são, as pessoas e a sua arquitectura. É dos "arquitectos-cientistas" que vou passar a afastar-me, se é essa a sua ideia, é o que a mente não tem. Um dia, conseguirei mostrar que a resposta nunca é certa, e que o problema é não deixar fugir criatividade, que a minha já se foi há muito. Por enquanto, a minha arquitectura apenas respira por palavras personificadas e grandes gestos que parecem ser de literatura. E, por mais baixo que seja, ainda me vou sentir gigante!

Estou sem barba, estou de bigode e pêra. E não estou virado para nada, estou virado para comprar chocolates no átrio de medicina apenas para fugir dali, um bocadinho que seja. Na quinta, penso, perdi os meus óculos durante 5 horas, perdi-os num matagal de relva até aos artelhos e árvores com 30 anos, no outro lado do rio, fiquei lá deitado, e ao ir-me embora para jantar, os ray-ban ficaram-se por lá. 
Mas, em alerta geral, voltei de lanterna na mão e Dominika às costas em buscas dos verdocas perdidos, sorte a minha, que eu antes de ir jantar, procurei durante meia-hora e nada, e, ao voltar, de noite a céu nublado e de violadores à espreita, fez-se magia e apareceram ao olho holandês, mas de certeza que os patos pegaram neles e os mudaram de sítio. 

Por agora, fiquei a dever um chocolate todos os dias durante 1 semana. Estava desesperado e na altura pareceu-me uma boa recompensa.

Por enquanto, fujo.
Por acaso, perdeu-se.

Sem comentários:

Enviar um comentário